Curta!

Livros que marcaram a minha vida

14 de abril de 2020


Olá leitores! Como vocês estão? O que andam lendo?
O assunto de hoje é: livros que marcaram a minha vida.

Bom... Sou leitora desde que me entendo por gente. Aos dois anos minha mãe, em casa mesmo, começou me ensinar a ler e escrever. Eu gostava muito de estudar (e ainda gosto), era do tipo que chorava para ir à escolinha, então aprendi rápido.
Sabe quando dizem que a melhor forma de ensinar algo ao filho é dando o exemplo? É verdade! Minha mãe sempre amou ler e escrever, eu via que ela estava me ensinando a fazer algo que ela gostava, e não demorei a tomar gosto pela literatura também.

Já li muitos livros bons, mas dentre eles existem alguns que me marcaram de forma especial, e é sobre esses que venho falar hoje.


Ponte para Terabítia, de Katherine Paterson:
Talvez você nunca tenha lido o livro Ponte Para Terabítia, mas tenho quase certeza de que já assistiu ao filme. Não me lembro bem quantos anos eu tinha quando o li, acredito que oito ou nove. Antes dele eu só lia histórias em quadrinho (Turma da Mônica; Mickey; etc) e livrinhos bem infantis. Portanto, Ponte para Terabítia marcou a mudança do meu perfil como leitora. Foi o meu primeiro contato com histórias contadas com maior profundidade (em relação ao que estava acostumada a ler), e isso foi uma mudança muito significativa na minha vida porque, apesar de continuar gostando de histórias em quadrinhos, a partir do momento em que fiz essa leitura passei a querer ler livros assim, que eu considerava como "mais adultos".

Helena, de Machado de Assis & A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo:
Resolvi falar sobre esses dois livros em um mesmo tópico porque o que tenho a dizer sobre ambos é basicamente a mesma coisa. Eu tinha doze anos, e vivia enfiada dentro da biblioteca da cidade. Encontrei esses dois livros, li as respectivas sinopses, fiquei muito curiosa para ler e os levei para casa. Foi através de Helena e de A Moreninha que eu passei a ler livros realmente mais adultos. Assim como Ponte para Terabítia, eles foram livros que marcaram uma mudança no meu perfil como leitora. Eles foram livros importantes para mim porque, por mais que na época eu já cultivasse o hábito de ler, me apaixonei pelos romances e comecei a buscar novos livros com uma frequência um pouco maior. Na época, eu nem tinha muito acesso à internet, mal sabia do renome dos autores das obras em questão, só li porque gostei mesmo.

Quem é Você, Alasca?, de John Green:
Não é segredo pra ninguém o quanto eu sou apaixonada por esse autor! Sempre que alguém me pede uma indicação, os livros do Green são os primeiros nos quais eu penso.
Quem é Você, Alasca? foi o primeiro livro que eu pude chamar de MEU! Tenho certeza de que vocês sabem o quanto essa é uma experiência maravilhosa. Eu tinha uns quatorze anos quando o ganhei, e é o exemplar que tenho até hoje (aliás, preciso de um novo, porque o emprestei algumas vezes e está super surradinho).
Mas, bom... O livro me marcou porquê foi depois dele que comecei a olhar para os livros com um olhar mais crítico, tentando aprender algo com cada leitura que fazia. Quem já leu QEVA (ou algum outro livro do John Green), sabe o quanto os livros do autor são profundos... As obras do Green sempre tem uma mensagem a passar, seja sobre a vida de uma forma geral ou sobre assuntos meio polêmicos. Acredito que seja quase impossível não mudar o seu jeito de ler após ter contato com a escrita dele.

Até Onde o Amor Alcança, de Júlio Hermann:
O Júlio é um dos meus autores nacionais favoritos! Quem já leu alguma das obras do autor sabe que cada página de seus livros transborda sentimentos. Me lembro de quando, após ler Até Onde o Amor Alcança, entrei no site do Júlio pela primeira vez, e a página que falava sobre ele o descrevia com alguém que "não têm medo de colocar o dedo na garganta e vomitar cada uma das coisas que sente e observa", e é exatamente isso que eu sinto que ele faz. Enquanto lia Até Onde o Amor Alcança, eu me via no personagem criado por Júlio, me sentia tocada por suas palavras. Um livro nunca havia parecido falar tão diretamente comigo quanto esse.

Flores para Algernon, de Daniel Keyes:
Flores para Algernon não me marcou por representar um momento de mudanças na minha vida ou por parecer falar sobre coisas que sinto, como os livros citados anteriormente. Ele me marcou por ser um dos poucos livros que me fizeram chorar. Flores para Algernon foi a leitura mais difícil da minha vida. Não me entendam mal, eu não digo difícil no sentido de ser um livro ruim e não me prender... O enredo e a escrita do autor são maravilhosos. Foi uma leitura difícil porque acompanhar a trajetória de Charlie e seu amiguinho Algernon foi a experiência literária mais dolorosa da minha vida.

100 Canções para Salvar sua Vida, de Camila Dornas:
O que falar sobre 100 Canções? Bom, tive o prazer de começar o ano de 2020 tendo a Camila como minha parceira, e isso me rendeu a oportunidade de conhecer essa obra maravilhosa. Diferente dos demais livros, ele me marcou mais como escritora que como leitora.
Acredito que cada um enquanto escritor é moldado pelos livros que lê, e que devemos buscar estar constantemente aprendendo... Por isso eu sempre procuro me espelhar em outros escritores para melhorar minha escrita. Logo que comecei a ler 100 Canções me encantei pela escrita da Camila e pela originalidade do enredo, mas, mais que isso, admirei a forma como ela fez com que o livro fosse muito mais que um romance. 100 Canções para Salvar sua Vida aborda temas importantes, toca o leitor e o tira de sua zona de conforto fazendo-o refletir sobre o mundo ao seu redor. E lê-lo me fez perceber que esse é o tipo de autora que quero ser, sabe?

Todos os livros que citei acima são muito especiais pra mim, são obras maravilhosas que eu recomendo muito. Espero, em algum momento da minha vida, ter a oportunidade de relê-los.

E vocês, quais livros marcaram suas vidas?

Me acompanhe nas redes sociais:

Sugestão de pauta ou parceria: maisumcapituloblog@gmail.com

6 comentários:

  1. Ahhhh, eu não sei nem te dizer o quão honrada fico em estar na sua lista. Ouvir isso é a maior motivação que eu poderia ter. ❤️

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Todo o prestígio que esse você e 100 Canções tiverem é mais que merecido. ♥

      Excluir
  2. Olá! Eu também comecei a ler livros bem cedinho sabe? Mas a maioria deles eram livros que tinham na escola, entretanto nenhum desses eu já li KKK Acho que alguns dos Green sim, mas eu detesto as obras dele infelizmente. Queria também ler alguns clássicos, mas infelizmente não sinto muita vontade :c
    Mesmo assim adorei conhecer suas leituras!
    Beijo
    http://www.capitulotreze.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu nem me lembro de como eu era antes de ser leitora, por que leio praticamente desde sempre. No começo os livros que eu lia a maioria eram da biblioteca da cidade... tinha apenas gibis que meus pais me davam e livros que ganhava da minha professora.

      Excluir
  3. Oi Laura, tudo bem? Apesar de não ter pais com hábitos de leituras, os livros aqui em casa chegaram antes mesmo de ter aprendido a ler rs Memórias Póstumas de Brás Cubas, Vidas Secas, Sonho de uma noite de verão, O Iluminado são um dos mais marcantes da minha vida.

    Adorei o post <3

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ei. Tudo bom, e você? Que bom que você também teve acesso a livros desde pequenina. É muito bom, né? ♥

      Excluir