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O Poder dos Seis (Os Legados de Lorien #2) | Pittacus Lore

"Nunca perca a fé em si mesmo, e nunca perca a esperança, e lembre-se de que, mesmo quando esse mundo mostrar o que tem de pior e lhe der as costas, ainda assim haverá esperança."
Faz um tempo considerável que eu comprei, de uma só vez, todos os livros da série Os Legados de Lorien. Li Eu Sou o Número Quatro (vol. 1 da série) logo que os livros chegaram. Apesar de ter amado o primeiro livro, estava cheia de outras obras para ler e acabei não dando continuidade à leitura da série.
Recentemente terminei a leitura de O Poder dos Seis, depois de um bom tempo com os livros deixados de lado na estante, e é claro que eu não poderia deixar de falar sobre ele aqui.
Eu já comecei essa série acreditando que eu iria amar cada livro e (dando um pequeno spoiler da resenha) eu estava certa.

Se você ainda não conhece a série Os Legados de Lorien, leia a resenha de Eu Sou o Número Quatro, primeiro livro da série, para entender melhor.

Atenção: a sinopse de O Poder dos Seis e essa resenha podem conter spoiler do livro Eu Sou o Número Quatro, volume 1 da série Os Legados de Lorien.


Título: Eu :Sou o Número Quatro
Coleção: Os Legados de Lorien
Volume: 2
Autor: Pittacus Lore
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Ano: 2011
Gênero: ficção científica / fantasia
Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

O Poder dos Seis é o segundo volume da série Os Legados de Lorien, de Pittacus Lore - o ancião de Lorien a quem foi confiada a história dos Nove.
Sinopse: O Planeta Lorien foi devastado pelos mogadorianos, e seus habitantes, dizimados. Exceto nove crianças e seus guardiões, que se exilaram na Terra. Eles são como os super-heróis que idolatramos nos filmes e nos quadrinhos – porém, são reais. Número Um foi morto na Malásia. O Número Dois, na Inglaterra. E o Número Três, no Quênia. Tentaram pegar o Número Quatro, John Smith, em Ohio, mas falharam. Em O poder dos seis, John e a Número Seis se recuperam da grande batalha contra os mogadorianos, de quem ainda fogem para salvar a própria vida. Enquanto isso, a Número Sete está escondida em um convento na Espanha, acompanhando pela Internet notícias sobre John. Ela se pergunta onde estão Cinco e Seis, imaginando se um deles é a garota de cabelo preto e olhos cinzentos de seus sonhos, cujos poderes vão além de tudo o que ela já imaginou, aquela que tem a força necessária para reunir os seis sobreviventes.
MINHA OPINIÃO

O Poder dos Seis é um romance de ficção científica que foi publicado no Brasil em novembro de 2011 pela Editora Intrínseca. Neste segundo livro da série Os Legados de Lorien, acompanhamos uma história que é narrada pela perspectiva de dois personagens: John Smith (Número Quatro), que agora foge não só dos mogadorianos mas também da polícia, e continua vivendo suas aventuras ao lado de Sam Goode, Seis, e Bernie Kosar; e Marina (Número Sete) que vive em um convento no interior da Espanha, esperando ansiosamente pelo dia em que poderá sair e encontrar-se com os outros Gardes.

Poder ver a história pela perspectiva de um novo personagem, e não mais apenas pelo ponto de vista de John, foi algo que enriqueceu muito a história. Uma narrativa onde é contado o ponto de vista de dois personagens é uma narrativa muito mais confiável. Além disso, apesar de John e Marina viverem distantes um do outro, há momentos em que suas narrativas se encontram, o que torna tudo muito mais interessante.
É claro que, como na maioria das histórias onde há duas narrativas paralelas, houveram momentos em que eu desejei poder pular logo a parte narrada por um dos personagens para saber o que se passava com o outro... Não porque uma ou outra parte não fosse interessante, porque Pittacus Lore conseguiu o que poucos autores conseguem: fazer com que as duas perspectivas se mantenham interessantes durante toda a história. Mas sim devido a curiosidade que surgia quando a narrativa de um dos personagens era interrompida em momentos cruciais da história.
Algo que gostei muito foi que, como acompanhamos a história tanto pelo ponto de vista de John quanto de Marina, que estão em locais totalmente diferentes, muitos novos personagens vão sendo apresentados ao leitor, o que ajuda a movimentar a história.

"Eu nunca duvidei disso – eu digo, o que é uma mentira; eu estava duvidando disso essa manhã."
Depois da grande batalha em Paradise, que acontece em Eu Sou o Número Quatro, John, Seis e Sam tiveram que fugir. Eles já não eram mais procurados apenas pelos mogadorianos, mas também por toda a polícia dos Estados Unidos, e por isso eles sabiam que não tinham mais escolha, já não era mais seguro ficar ali. Então, eles entraram na caminhonete do pai de Sam e dirigiram por vários quilômetros, como John e Henri sempre faziam, parando algumas vezes para se alimentar e descansar, e voltando a dirigir até que encontrassem um lugar onde fosse seguro ficar por um tempo e se recuperar.

Enquanto isso, em um convento no povoado de Santa Teresa, na Espanha, viviam Marina e sua Cêpan Adelina. Marina mal podia esperar pelo dia em que fizesse dezoito anos e pudesse ir embora do convento, com ou sem Adelina, em uma jornada a procura dos Gardes que restavam. Ela não fazia ideia de como os encontraria, mas tinha fé de que eles acabariam juntos.
"Transforme-se em quem você está destinado a ser." 
Os rostos de John, Henri e Sam agora estampam os jornais. Terroristas, é disso que eles são chamados. Eles sabem que não podem se esconder para sempre, mas por hora precisam de um lugar seguro onde possam descansar, se recuperar, e treinar, até que tenham um plano... acontece que manter-se escondido é muito mais difícil quando a polícia e os mogadorianos estão te procurando por toda parte.
Enquanto isso, em Santa Teresa, Marina acessa o computador sempre que pode para acompanhar as notícias sobre Henri e John, enquanto se pergunta se John é como ela.
Assim a história vai se desenrolando, com a aparição de novos personagens, cenas cheias de ação, novos legados sendo desenvolvidos, segredos sendo revelados, muita diversão e confusão.


Eu Sou o Número Quatro é um livro incrível mas, ao meu ver, O Poder dos Seis foi ainda melhor. A narrativa de Pittacus Lore é impecável, e é possível sentir na pele as emoções dos personagens. Todo o texto é muito bem escrito, e a leitura flui facilmente. Assim como no livro anterior o autor consegue falar de maneira detalhada sobre personagens, cenários e interações, de uma maneira que não seja exagerada ou exaustiva. Mais uma vez, a história é muito bem elaborada.

Eu Sou o Número Quatro e O Poder dos Seis já estão na minha lista de livros de ficção científica favoritos (ao lado de Flores para Algernon ♥).
Acredito que cada livro da série Os Legados de Lorien seja de igual qualidade, senão ainda melhor, e estou ansiosa para começar a leitura do próximo (sobre o qual certamente falarei aqui para vocês) e comprovar a minha teoria.

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